Clientes confiam mais em vendas sem roteiro ensaiado
- Comunicação CDPV - Esther Feola

- há 4 dias
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Discursos ensaiados demais afastam. Vendas com escuta real, improviso consciente e presença autêntica criam confiança e vínculo duradouro.

Durante muito tempo, dominar um roteiro de vendas impecável foi visto como sinal de profissionalismo. Fala fluida, argumentos fortes e transições ensaiadas entre objeções e fechamento pareciam fórmulas infalíveis.
Só que o jogo virou, o que já foi interpretado como competência, hoje pode soar como manipulação. O cliente contemporâneo tem radar fino para perceber quando está diante de alguém que fala bonito, mas não escuta nada.
Quanto mais perfeita a fala, maior a sensação de distanciamento, ficando evidente que aquele vendedor não está reagindo à conversa, está apenas executando um script — e isso acende o alerta da desconfiança.
Vendas sem roteiro ensaiado aproximam mais do que impressionam
A previsibilidade mata a conexão, quando o cliente sente que o vendedor está apenas apertando “play” em um discurso pré-fabricado, tudo soa genérico: desde as perguntas até as supostas soluções.
Já em vendas sem roteiro ensaiado, há presença genuína, escuta real, e improviso inteligente, que nasce da atenção ao outro, não da repetição decorada. Esse improviso não significa despreparo, mas sim domínio.
Quem entende profundamente o que vende não precisa se esconder atrás de frases prontas, consegue adaptar a explicação ao jeito do cliente pensar, traduzir tecnicamente sem parecer didático demais e navegar com liberdade nas nuances da conversa.
Desconfiança como resposta a excesso de controle
Clientes não rejeitam segurança, rejeitam rigidez. Quando percebem que cada palavra está sendo meticulosamente posicionada para conduzi-los a uma decisão pré-determinada, se retraem. O excesso de controle gera resistência, pois transmite a sensação de que a escuta é apenas estratégica, não autêntica.
A fluidez verdadeira carrega imperfeições: uma pausa para pensar, uma mudança de rota, uma pergunta fora do script. Isso, longe de enfraquecer a autoridade do vendedor, humaniza o processo, e demonstra que há uma construção conjunta, e não uma imposição travestida de diálogo.
Técnica invisível é técnica eficiente
Os melhores vendedores não são os que recitam, são os que fazem parecer que não estão usando técnica alguma. Eles estão preparados, mas não previsíveis; sabem para onde querem ir, mas não atropelam o caminho; criam um espaço onde o cliente sente que pode pensar junto — e não apenas reagir ao que lhe foi apresentado.
A confiança nasce quando o cliente sente que está conversando com uma pessoa de verdade, e não com uma persona corporativa.
Um vendedor que se arrisca a improvisar, a se adaptar e a construir respostas no presente da conversa cria um tipo de vínculo que nenhum roteiro ensaiado é capaz de gerar.
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Quem é Diego Maia
Como palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia fundou o CDPV Palestras para levar experiências corporativas transformadoras. Suas apresentações já impactaram milhares de vendedores, empreendedores e líderes, sendo destaque em convenções, workshops e eventos de grandes empresas e cooperativas.
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