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Sete tendências para o mercado de seguros

Atualizado: 23 de fev. de 2023

Confira o que impactará o setor de seguros em 2023


Fabio Dragone, Diretor de Inovação, CRM e Digital do Grupo Bradesco Seguros. Divulgação

O mercado securitário apresentou bons índices de crescimento em 2022, com arrecadação de R$ 265,1 bilhões até setembro, o que representa um crescimento de 18,2%, segundo dados da Superintendência de Seguros privados (Susep). Para 2023, as perspectivas do setor continuam positivas e devem ter como principal direcionadores iniciativas atreladas à inovação. Veja as principais tendências de acordo com Fabio Dragone, Diretor de Inovação, CRM e Digital do Grupo Bradesco Seguros.


1 – Serviços Personalizados


Estamos na era da customização. O cliente quer um seguro que faça sentido para a sua vida. Isso demanda das seguradoras flexibilidade para permitir esta personalização, tanto no autoatendimento quanto na contratação por corretores, que devem atuar visando entender a demanda do cliente e oferecer a melhor solução possível. Neste contexto, 2023 é o ano em que as seguradoras deverão utilizar os seus esforços e inteligência de dados para direcionar possíveis inovações em seus produtos.


2 – Tecnologias Comportamentais


Esse ano, esperamos que seja consolidada uma nova percepção do mercado segurador, saindo de uma gestão de riscos para uma posição de prevenção. O seguro é fundamental para a sociedade, oferecendo coberturas que trazem tranquilidade para a vida da população em todos os seus aspectos. Com o aumento da coleta de dados, viabilizada pela tecnologia, e os avanços na qualidade de conexão (5G), será possível – sempre com a autorização dos usuários – utilizar essas informações para atuar de uma forma muito mais preventiva, o que beneficia o usuário e as seguradoras.


3 – Seguros embedded


O Brasil possui um grande potencial para a venda de seguros. Assim, ampliar a oferta de soluções por meio de produtos e serviços que se complementam será uma grande tendência para 2023. Pela facilidade tanto no pré quanto no pós-venda, o segurado terá como aliadas a praticidade e a segurança, fatores que atualmente já são realidade e que se potencializarão neste ano.


4 – Digitalização dos corretores, com processo de vendas remotas e uso intensivo de dados


O mundo cada vez mais conectado impactou a dinâmica das vendas de seguros. Não que o papel do corretor tenha diminuído – esse profissional é extremamente valioso, sendo o principal pilar de comercialização de seguros. Porém, com a tecnologia, mudam as ferramentas disponíveis para efetuar as vendas. Com estes avanços, será possível, em 2023, empoderar ainda mais o corretor, que poderá consultar e utilizar remotamente dados de produtos e dos clientes, de maneira muito mais rápida, permitindo, como dito acima, que o produto certo seja ofertado para o consumidor certo no momento certo.


5 – Sustentabilidade (ESG)


A agenda ESG não é apenas mais uma tendência de mercado. A sociedade está cada vez mais interessada em saber de que maneira as instituições investem e monitoram as questões que englobam aspectos socioambientais e climáticos, prezando pela qualidade e transparência das informações. Vale mencionar que o novo perfil de consumidor privilegia companhias verdadeiramente sustentáveis.


6 – Segurança Cibernética


De acordo com dados da consultoria McKinsey & Company, houve um aumento de 40% de ataques cibernéticos em empresas em 2022. Isso levou ao crescimento de 41,5% na procura por seguros cibernéticos nos primeiros meses do ano passado, segundo estudo da CNseg. Em 2023, esses números tendem a crescer. Por isso, é importante que as empresas e a população invistam em cibersegurança para contarem com uma estratégia efetiva de proteção de dados, com avaliação regular dos sistemas para evitar vazamentos e treinamento de usuários para protegerem seus dados, além, é claro, da contratação de um seguro para que a segurança cibernética seja completa.


7 – Experimentação do metaverso


O metaverso tem um imenso potencial para aprimorar o setor de seguros e o mercado como um todo. Primeiramente como um novo ambiente, onde atuais e potenciais consumidores de seguros irão se relacionar e interagir, havendo oportunidades de branding e distribuição de produtos já existentes. Outro potencial está na cobertura de riscos que irão emergir ou se intensificar na medida em que o metaverso e o universo tecnológico que o acompanha se expandirem e se tornarem cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Há, ainda, um longo caminho do ponto de vista de tecnologia e acessibilidade ao grande público para suportar todo o potencial do metaverso, porém movimentos como o do Facebook – agora Meta – tem contribuído para uma adoção e crescimento acelerado de usuários e de todo o ecossistema relacionado a este novo espaço virtual.


No setor de seguros, pautas que existem há anos estão sendo aceleradas, como o uso de blockchain, a digitalização de processos, interoperabilidade cadastral, relacionamento omnichannel, embedded Insurance e riscos cibernéticos.

Sobre riscos no universo virtual, por exemplo, algumas seguradoras no mundo já têm olhado de maneira diferenciada para riscos relacionados à bullying em redes sociais. Este tipo de cobertura deverá ser ainda mais necessária no metaverso, considerando o grau de imersão e as possibilidades de interação entre diferentes usuários.


*Por Redação Vendedor Profissional



Escute o podcast BoraVoar, apresentado por Diego Maia, o palestrante de vendas mais requisitado do Brasil:



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